Com o mercado imobiliário aquecido, investidores visam expandir para o interior

Com o mercado imobiliário aquecido, investidores visam expandir para o interior

O mercado imobiliário e de construção civil, fora dos grandes centros do país, tem apresentado uma nova postura em relação ao financiamento para seus projetos, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), neste ano o mercado imobiliário deve apresentar um crescimento entre 5% e 10%, em comparação a 2020. O cenário positivo tem atraído fundos de investimento para o ramo durante este novo ciclo de crescimento econômico. Diferentemente dos últimos ciclos de crescimento do mercado imobiliário, incorporadoras de médio porte que, tradicionalmente empregavam capital próprio e fluxo de vendas oriundos dos empreendimentos, ou recorriam ao tradicional Plano Empresário junto aos bancos financiadores, foram atraídas pelo capital abundante e com custo reduzido recentemente ofertado pelas operações de mercado de capitais.

A taxa básica de juros, de acordo com o Copom ainda abaixo da inflação oficial de 5,8% faz com que o mercado imobiliário seja o principal veículo de investimento para quem busca segurança contra inflação e valorização. A redução da taxa básica de juros, que chegou próxima a zero, impulsionou a oferta de crédito imobiliário para o comprador final, também atraiu grandes investidores através dos fundos de investimento imobiliário, que garantem os recursos necessários para construção dos empreendimentos e novos projetos.

Com muito dinheiro para investir no mercado imobiliário, os fundos tiveram que sair dos grandes centros e olhar de perto projetos no interior do país.

“Demanda, boas margens e bons projetos imobiliários sempre existiram fora do eixo Rio-SP. Porém, o foco dos fundos ficava restrito ao financiamento de projetos dos grandes centros. Hoje o grande volume de recursos captados que demandam projetos para investir requer que investidores procurem boas oportunidades em todo o país”, comenta Marconi Bartholi, CEO do Grupo Estrutura, de Santa Catarina, que acaba de finalizar a primeira operação de mercado de capitais para um projeto em uma cidade em grande crescimento, porém desconhecida pela maioria dos investidores distantes do Sul do país.

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